giovedì, gennaio 11, 2007

desabafo

Nada é eterno, nem nada deve ser eterno..
Tudo deve durar apenas o tempo necessário para se tornar inesquecivel.

domenica, gennaio 07, 2007

Já nos conheciamos?

Guardamos eternamente qualquer imagem logo que nos é apresentada, e é nesse ínfimo momento, que registamos esboçadamente os contornos necessários daquela novidade ao nosso conhecimento.
Nasceu o dia seguinte (!) e com ele surge a distância. Um depois do outro, os dias passam ás cambalhotas no tambor da nossa máquina do tempo. Com eles surgem as saudades. Saudades ás quais nos agarramos e sob o nome das mesmas nos damos ao direito de remexer em todas as gavetinhas da nossa memória à procura daqueles postais ilustrados, impressos com as tais imagens abstractas de tudo o que não queremos esquecer.
Quando voltamos a fechar as gavetas regressamos à realidade... mas, é tão necessário o momento em que formamos essas imagens como aquele em que as destruímos… É necessário acordarmos um dia e olharmos de outra perspectiva, com outros olhos para tudo o que conhecemos e que deixamos que nos trespasse com indiferença, como cada lufada de ar que inspiramos..
Vou inspirar fundo e aperceber-me de que o fiz! Vou reconstruir agora o meu mundo com novas imagens sem mudar as coisas de lugar. Tudo voltará a ganhar forma, tudo voltará a ganhar cor e tudo voltará a ser um novo motivo de interesse à minha mente curiosa. Vou fazer isso com tudo o que me rodeia e tudo será interessante.

Aqui estranhamente está retratada a ponte que conheço desde que nasci.. mas afinal podias ser tu naquela imagem.

mercoledì, gennaio 03, 2007

"Lolita",estás aí?

Ela nunca teve muito a dizer.
Escondeu-se de ti a traz de mim.
Usava o meu vestido, usava o meu sorriso, usava a minha voz, usava o meu perfume que tu nunca chegas-te a sentir.
Nunca soube quem ela era, nunca se apresentou.
Descaradamente fez-se de sombra do meu corpo,
presença permanente igual a tantas que me acompanham
e por mim são ignoradas diariamente.
Hoje à noite apoderou-se totalmente de mim,
quis dizer-me que ela sou eu..
Quase acreditei em tal mentira..um alter-ego, que tonta.
Ela continua comigo como um fantasma que me olha nos olhos e a sua presença ás vezes arrepia-me.
Quando te quer ver adorna-me de volúpia e sensualidade..
Ela tem-te procurado?
Queria perguntar-te, queria perceber, queria que fosse ela a responder-me..
Mas o som bate o pé à física e não se propaga, não vos oiço.

No outro dia não dormimos..
Queríamos a lua, queríamos ser o que não somos, queríamos...
Desde esse dia ela dá-me a mão todos os dias.. que lhe fizeste tu?

Houve uma época que não a vi.
Não sei por onde andou porque nem noticias me deu..
Quando volta das suas viagens
nem se faz anunciar, vem sedenta de ti!
E eu, que tenho um coração tão mole deixo-a ficar..
Desculpa não sou capaz de dizer que não.

Ela é intrometida, é sedutora, é estuosa, é sonhadora,
é tudo o que quisesses que ela fosse.
Ela envergonha-me, rouba-me horas de sono, é o mistério da minha vida!
Ela nunca se vai apresentar (tenho a certeza),
só sei que vive comigo porque tu existes.
mas não a odeio,
não te odeio.
Ela sim, ás vezes odeia-te.
É uma criança que acredita em promessas,
chora quando lhe roubam o chupa da mão
e não adormece se não lhe contares um história.
Só penso que te odeio quando a magoas,
ela não faz parte de mim mas faz parte da minha vida.
Sem ela não nos conhecíamos,
sem ela não te podia escrever estas palavras pois é ela quem as dita,
sem ela éramos água e azeite.

Quando a vires só te peço, não lhe mintas..

Não a consigo ver vazia, a olhar para o chão,
sentada numa estação de comboios, ao frio
a querer fugir outra vez.

...Ela já me conhece tão bem.
Sabe o quanto sou gulosa e anda a aperfeiçoar a receita do meu doce preferido...
"Confunde-me os sentido, mistura-os com sentimentos, leva a lume bem quente.."
Eu não resisto a tartes de maçã envenenadas que dizem:
Para Branca de Neve com muito amor da Bruxa Má.
Sinceramente..é o que ela é!
A minha bruxa má que me alimenta de maçãs
até me fazer adormecer para sempre..

Estou decidida a manda-la embora..
Não concordas com a minha decisão?

Diz-me que acreditas em mim!
Diz-me que acreditas em tudo o que te acabo de dizer..
Eu sei que é loucura,
mas ela é a loucura menor na nossa loucura colectiva.
Ajuda-me a acreditar que ela existe.
Sem ela eu vou comprometer-nos,
vou tentar vencer as leis da química e misturar água com azeite.
Faz-me acreditar que é ela que te escreve e ajuda-me a incrimina-la!
Estamos juntos neste crime!

Olha para mim..
(e em jeito de desabafo)
...cai comigo no chão,
diz que me amas só para parecer bem,
diz que me odeias e encosta-me à parede!
Aguça-me os sentidos com a tua imaginação,
faz-me acreditar que a nossa existência é sexo
dá-me um beijo e nunca mais me abandones.

(a resposta é não sei.)



martedì, dicembre 26, 2006

âmago 7

"Possuir é o mesmo que conhecer: a Escritura tem sempre razão. O amor é feiticeiro; conhece os segredos; vedor, conhece as fontes. A indiferença é vesga; o ódio cego; tropeçam lado a lado no fosso do desprezo. A indiferença ignora; o amor sabe; decifra a carne. É preciso possuir um ser para ter a oportunidade de o contemplar nu. Foi-me necessário amar-te para compreender que a mais medíocre ou a pior das pessoas humanas é digna de inspirar o eterno sacrifício de Deus, lá no alto."

Marguerite Yourenar, Fogos

lunedì, ottobre 30, 2006

Saudosismo

"UM ROSTO

Apenas uma coisa inteiramente transparente, o céu.
Por baixo dele a linha obscura do horizonte nos teus olhos, que pude ver ainda
através de pálpebras semicerradas, pestanas húmidas da geada matinal,
uma névoa de palavras murmuradas num silêncio de hesitações.
Há quanto tempo,tudo isto?
Abro o armário onde o tempo antigo se enche de bolor e fungos;
limpo os papéis, cartas que talvez nunca tenha lido até ao fim,
fotografias cuja cor desaparece, substituindo os corpos por manchas vagas como aparições;
e sinto, eu próprio, que uma parte da minha vida se apaga com esses restos."

Nuno Júdice



Será este o grande significado das nossas conversas diárias?
As recordações que nos sufocam com o bolor e nos fazem adoecer com as camadas de pó que o tempo vai fazendo aumentar. As caixas com cartas, bilhetes do cinema, de avião, autocarro, museus, fotografias, toalhas de mesa rasgadas, pedrinhas da praia e mil coisas a que me apego. São as minhas memorias materiais, que guardo dentro do tal “armário” e nas quais vou remexendo para me lembrar de ti, ou de ti, ou mesmo de ti..todos a quem pertenci, namorados, amigos, momentos..
Agora ganham pó, fazem-me tossir quando lhes toco, mas o próprio cheiro que guardam, recriam os filmes, as historias; e tudo é apresentado à minha imaginação quando fecho os olhos, como um filme mudo passado em sequências de frames com alguns intervalos entre eles. De olhos fechados, consigo sentir a presença daquela enorme maquina de projecção sem projeccionista a traz de mim, a sala preta e os meus sonhos em exibição na tela branca a minha frente.
É fascinante quando abrimos o armário onde estão as caixas empoeiradas e fechamos a nossa caixa de Pandora, aquela que vive permanentemente connosco, cheia de medos, perversidades, vícios..
Basta repousar a visão e entramos na maior sala de cinema que conhecemos.


martedì, ottobre 24, 2006

horas mortas

tenho saudades de estar horas a escrever..mas ultimamente tem sido dificil

sabato, settembre 02, 2006

Lou Salomé

E ouvem-se neste instante as pancadinhas de Mollier. Aquele sinal sonoro que todos reconhecem! O sinal de silêncio para quem aciste e o inicio de acto para quem se apresenta em palco.
Ouçam então as pancadinhas porque a senhora que se segue a Mary Wigman é Lou Salomé.
Nenhuma destas senhoras das artes e/ou das letras precisa de ser apresentada, ambas fizeram história muitas vezes por de traz de nomes masculinos bem sonantes.
Considero que ainda hoje têm um papel fundamental, talvez não para a evolução da robusta maquina social, mas para a simples evolução do meu blog e por isso, sem biografias, aqui as vou apresentando :)
Com o tempo, mais senhoras serão apresentadas. Estas, ilustres desconhecidas para muitos, apenas vistas como madames bem parecidas de retrato antigo para outros, tomaram um importante lugar na escada do conhecimento de quem se interessar ler sobre elas mas por fim, conseguem o pódio neste blog.

O deslumbramento que a figura de Loise Salomé provocou sobre os intelectuais mais importantes da sua época, Nietzsche, Rilke e Sigmund Freud é descrita por Nietzsche "de longe, a pessoa mais brilhante que eu conheci".

“Ouse, ouse... ouse tudo!!
Não tenha necessidade de nada!
Não tente adequar a sua vida a modelos,
nem queira você mesmo ser um modelo para ninguém.
Acredite: a vida dar-lhe-á poucos presentes.
Se você quer uma vida, aprenda a roubá-la!
Ouse, ouse tudo! Seja na vida o que você é, aconteça o que acontecer.
Não defenda nenhum princípio, mas algo de bem mais maravilhoso: algo que está em nós e que queima como o fogo da vida!!"
Lou Andréas-Salomé

sabato, luglio 15, 2006

à descoberta

Em bom português, é isto que todos nós procuramos, ansiamos, desejamos e rastejamos uma vida inteira para conseguir:
Sinecura!

analogias

O hi5, um grande frasco de álcool onde se conservam imagens, perfis, pessoas.

mercoledì, luglio 05, 2006

âmago 6

"No silêncio forma-se o talento. Mas o caráter, no turbilhão do mundo."

Goethe

âmago 5

"Era necessário que um rosto
Respondesse a todos os nomes do mundo."

Paul Éluard, L’Amour, la poésie

martedì, luglio 04, 2006

Memorables Quotes

As Good As It Gets

"I might be the only person on the face of the earth that knows you're the greatest woman on earth. I might be the only one who appreciates how amazing you are in every single thing that you do, and how you are with Spencer, "Spence," and in every single thought that you have, and how you say what you mean, and how you almost always mean something that's all about being straight and good. I think most people miss that about you, and I watch them, wondering how they can watch you bring their food, and clear their tables and never get that they just met the greatest woman alive. And the fact that I get it makes me feel good, about me."

lunedì, luglio 03, 2006

domenica, luglio 02, 2006

Exposição (Conclusão)

Agora vejo… Vejo a bagunça que nestes espaços habita, a infinidade de informação que sobre nós cai e dentro de nós se confunde. Informação que por nós não se processa, informação que sai de dentro de nós sem ser digerida, sem nos apercebermos se quer que a absorvemos, que a engolimos.
Então, que retivemos nós do que nos foi mostrado?
Cabe aqui o conceito de exposição?
Sobre a ordem logística necessária para organizar uma linha de pensamentos na visualização e desfrute de uma exposição são encontradas várias alternativas na disposição dos diversos elementos dentro da exposição. Recrio assim, sobre este espaço, uma organização mental dos elementos nele existentes, concluindo que vulgarmente sou uma borboleta buscando a disciplina e organização de uma formiga.
Exposição…como defini-la?
Para mim, ambos os espaços são espaços de exposição permanente, por onde passam exposições efémeras mas onde o Ver é dirigido aos espaços como um Ver contemplativo, de fruição, de admiração. Aqui o olhar do espectador pode ser fotografado como se este estivesse num museu ou sentado numa cadeira numa sala de cinema a Ver um filme. Refiro-me aquelas expressões de sobrancelhas contraídas de interrogação ou aos olhos abertos e queixo descaído de admiração.
Agrupei em várias famílias de elementos cada imagem que retive e da exposição constante que é a faculdade (ou convento de são Francisco) e o chiado, criei as minhas exposições pessoais de cada espaço. Exposições estas, que podem ser reinventadas por outros ou até criadas novas exposições.
Caminho no chiado… até as pessoas que estão sentadas na esplanada da Brasileira fazem parte desta exposição, também elas estão ali a serem Vistas e fotografadas, também elas (pessoas circunstanciais ou habitues) estão em exposição.
Caminho na faculdade… também aqui as pessoas são alvo de atenção; a conhecida imagem alternativa dos alunos de belas artes é fruto de uma exposição, a imagem antiga dos monges com os seus hábitos foi em tempos uma exposição e até mesmo quando entro na sala de desenho para ter aula e Vejo o modelo nu, rodeado de holofotes e cravado com o nosso olhar atento reparo que também ele está em exposição.
Então este conceito define-se da imagem, da forma empírica ou organizada como o interpretamos. Não é apenas mais uma palavra no dicionário.
Aplico assim nestes espaços o meu conceito de borboleta.
Borboleta…?
Explicação:
relativamente a espaços de exposição
1 – circuito de formiga → corredor recto que para se Ver o elemento B se tem de passar pelo elemento A.
2 − circuito de gafanhoto → sala grande em que podemos seleccionar o que se Vê passando o elemento A para se Ver o elemento B sabendo que podemos voltar a Ver o anterior.
3 – circuito de borboleta → espaços a céu aberto em que há pistas para se chegar de uns elementos aos outros em que o percurso é uma descoberta pessoal.
E assim nos é exposta uma ideia, um significado. Mas tal como na escrita simples de um poeta bucólico de espécie complicada também os espaços existem para fruirmos da sua característica especial de singularidade e não para pensarmos sobre eles.
Que importa se somos formigas, gafanhotos ou borboletas? Cada espaço tem as quebras necessárias entre cada tipo de informação para a próxima ser absorvida não como continuidade da anterior mas como uma novidade a adquirir.
Volto então a olhar para as imagens que captei e sinto necessidade de as voltar a misturar, afinal, também nós, seres humanos, não estamos compartimentados. Somos o nosso individual e único sistema de organização na confusão que é a descoberta dos nossos elementos constituintes para posteriormente ou permanentemente expormos a imagem de nós a nós próprios e ao mundo que nos rodeia.

******REFLEXÃO*****

Releio o texto e sinto necessidade de uma ideia simplificada…
Recorro então ao Poeta!

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...

(...)


Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos

Exposição (Introdução)

(O que vemos quando percorremos o chiado e entramos na faculdade de belas artes? Houve uma busca incessante de respostas para a palavra exposição quando passamos nestes sítios e tudo nos é exposto! Aqui vos deixo o meu trabalho de profunda observação de ambos os espaços.)



Expor, exposição, exposto, expressar ,expressivo, expresso, STOP!
Há uma busca excessiva nas palavras quando a definição não está num dicionário.
No início, a deambulação obrigatória; depois, a escolha apressada de um tema; passear, passear, fotografar, passear, passear…nada! Da minha busca incessante de imagens de coincidências, de semelhanças obvias ou diferenças extremas resultou apenas um conhecimento profundo do espaço (não propriamente do que o preenche).
Chiado, faculdade, faculdade, chiado, (convento de são Francisco), mas que semelhanças podem existir? Tantas! E tão poucas…clichés.
A procura ainda não findou.
(ponho então a mão na testa )CULTURA VISUAL!
Claro!
Olho para tudo. “Tudo” convive no mesmo espaço com mais, ou menos harmonia. a sua habitação e ocupação é que muda.
A faculdade, my work place, o chiado, o caminho até ela, o seu espaço de envolvência, the place where I have fun. Olho-os todos os dias mas tal como ás vezes estou num corredor e não numa sala ou estou no chiado e não na faculdade, também a presença dos outros não é constante! o espaço está em permanente mutação. Então é sobre ela que falarei (!) … sobre a presença efémera da exposição dos elementos nestes espaços – a faculdade de belas artes (antigo convento de são Francisco) e o Chiado.
Começa aqui a procura de definição de exposição, de estar exposto, de mostrar algo, de ver….

venerdì, giugno 30, 2006

pensamento do dia

"Saibam copiar! Não ofendam a minha inteligência!"

giovedì, giugno 29, 2006

a explicação

A todos os que chamo ego, pertence apenas a explicação do dicionário:
a parte mais superficial do eu, influênciada pelo mundo exterior através dos sentidos.

ego

Início da Dança Contemporânea

A Dança é celebração, a dança é linguagem. Linguagem para aquém da palavra: porque quando as palavras já não são suficientes, surge a dança.
O que será esta febre, capaz de se apoderar de qualquer criatura e agitá-la até ao frenesim, senão a manifestação, muitas vezes explosiva, do Instinto de Vida, que apenas aspira a rejeitar toda a dualidade do temporal para reencontrar de uma só vez a unidade primeira em que corpos e almas, criador e criação, visível e invisível, se encontram e se fundem, fora do tempo, num só êxtase? A Dança proclama e celebra a identificação com o imperecível. [1]
A dança hoje em dia mantém um elevado nível de actividade encorajado pelo constante aumento da exigência do público. Uma prova disto, é o aumento de receptividade à dança contemporânea ao contrário do que se passava na época expressionista pois a dança contemporânea era mais difícil de apreciar do que o Ballet visto que o Ballet apela ao espectador pelo decorativismo formal, estético e mecanizado dos seus movimentos e não tanto de extroversão sentimental. Doravante, a dança é actualmente diversificada pois há muitos estilos concorrentes ao ballet pela fantasia e glamour tanto no palco como fora dele. E todos estes estilos actuais tiveram a mesma base, a Dança Expressionista.

Dançarina alemã, coreografa e professora de dança, Mary Wigman, cujo seu nome de nascença era Karoline Sofie Marie Wiegmann, inaugurou-se em Hamburgo pela primeira vez com uma audiência alemã como uma nova e verdadeiramente admirável dançarina. Ela tinha perto dos 33 anos e nos anos que se seguiram, ela estabilizar-se-ia internacionalmente como a pioneira de uma original forma de arte: a Dança Expressionista.
Contrária à técnica convencional do ballet clássico, de movimentos padronizados, para Wigman o mais importante eram as emoções do bailarino. Os movimentos livres e improvisados transformavam-se em séries rítmicas e expressivas, acompanhadas em geral apenas de um instrumento de percussão. Devido ao tratamento que dava ás temáticas coreografadas, Wigman foi muitas vezes associada aos pintores expressionistas alemães. Também eles usavam o exagero e a distorção formal para transformar as emoções desagradáveis.
O mito e a psicologia tornaram-se portanto preponderantes na Dança Expressionista tal como esta, se tornou ela própria séria como arte expressiva e não apenas como arte “decorativa”.

[1] Dança, significado encontrado no dicionário de símbolos.

mercoledì, giugno 28, 2006

âmago 4

Um grão de incenso

Entras-te com ar cansado
numa igreja fria e triste.
Ajoelhei-me ao teu lado
- E nem ao menos me viste...

Ficas-te a rezar ali,
Naquela imensa tristeza.
Rezei também , mas a ti,
- Que aos anjos também se reza...

Fias-te a rezar até
Manhã dentro , manhã alta.
Como é que tens tanta fé
- E caridade te falta?...

Augusto Gil, Luar de Janeiro

âmago 3

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

(...)

Florbela Espanca