lunedì, marzo 01, 2010

Palavras

Estendemos ao vento palavras soltas. Esperamos. Esperamos que alguém as apanhe e as transforme em poemas únicos, em poemas feitos só para nós. Como, com palavras nossas, podemos esperar pretenciosamente um poema? Um poema para quem rejeita ser o poeta das suas próprias palavras. Rejeita ser poeta, mesmo sem palavras. Sorri com frases bonitas, sorri com frases que poderiam ser suas..mas que não são. Como podemos sorrir, quando a poesia não está nas palavras mas em quem as escreveu?

sabato, febbraio 06, 2010

Esplanada ao sol

Desabafo:
Que saudades de escrever com elegância e dizer coisas bonitas, sentidas e profundas.
Depois da adolescência em que tudo se diz e pouco se reflecte, agora muito se guarda, mas dizer, dizer já é mais complicado.
Passo os olhos por frases e textos antigos e lá fico eu no sofá a sonhar um pouco com o ontem, coisas de quem já não consegue pensar.
Tarefa complicada quando deixa de ser rotineira...pensar. Não penso muito ao longo do dia, não é necessário, é quase uma rotina apática, de muita energia física mas pouco intelecto. Não, falo de pensar a sério, ler ler ler, ouvir, ouvir , ver, experimentar, ter tempo para pensar, ter tempo para comentar, ter tempo... Tempo....quantas pessoas já o escreveram assim? Tempo....
Hoje o sol obrigou-me a ter tempo, obrigou-me a passear, obrigou-me a rir, obrigou-me a ir à praia e a dizer babuseiras...mas a pensar...ai que saudades...

Estava no Meco. Um dia calmo, de uma leveza quase palpável. Uma sensação de ser levado ao colo e aconchegante enquanto se toma um café numa esplanada ao sol no topo de uma falésia e se manda conversa fora. Surge, lá ao longe um "parapentista"... (será que esta expressão existe?). Traz a trás dele uma grande ventoinha que o empurra enquanto ele segura com força nos fios laterais para com calma ir contornando o relevo daquela zona em que ele próprio define a linha ténue entre falésia e praia. Faço-lhe adeus. Como as crianças aos aviões, helicópteros ou "parapentistas" que cruzem o céu. Adeus adeus.....ele segue, mas segue com um gesto que a mim de imediato me causou vergonha, tira uns binóculos pequeninos com uma mão, com o outro braço, faz o parapente dar meia volta e lá do céu sem chão, vem em direcção à nossa esplanada à beira da falésia para ver quem o cumprimentava. Eu via-o a aproximar e o riso misturou-se com uma cara de embaraço terrível. Ficou mais ou menos a 10m de nós se tanto, talvez menos, voltou a rodar o parapente e foi embora. O meu pai e a namorada só se riam "esta rapariga só nos põe em situações embaraçosas.." eu ria ria ria como se não houvesse amanhã. Um misto de nervosismo com nonsense que se prolongou durante largos minutos e nos fez abandonar aquele sítio para acalmar numa grande caminhada na praia das bicas. E que saudades da areia, do sol e da praia das bicas.
Verão, volta.... estás perdoado!

domenica, gennaio 31, 2010

Espelho

"A felicidade real parece sempre bastante sórdida quando comparada com as largas compensações que se encontram na miséria.E é evidente que a estabilidade,como espectáculo,não chega aos calcanhares da instabilidade.O facto de se estar satisfeito não tem nada do encanto mágico de uma boa luta contra a desgraça,nada do pitoresco de um combate contra a tentação ou de uma derrota fatal sob os golpes da paixão ou da dúvida."


Aldous Huxley

giovedì, ottobre 15, 2009

"Novelando" (link)

"No amor são sempre necessárias algumas formalidades."

NECESSIDADE DE PARTILHA

Hoje fui fazer de avestruz para a FNAC.
Os últimos dias têm sido cheios de problemas (a melhor palavra que encontro para não especificar nada, porque não vale mesmo a pena).
Bem, esta pequena nota serviu para introduzir uma justificação do meu esbanjamento de dinheiro em três livros totalmente diferentes: um sério, um cómico e um prático (têm todos muito a ver, visto contribuírem para o meu acto falhado de avestruz)
Pela mesma ordem de ideias:
Inteligência Emocional, Daniel Goleman
Isto porque livros de auto ajuda há muitos, mas, é necessário um esforço para perceber os outros, incluindo claro uma gaja que vive dentro de mim e à qual ainda não tive o privilégio de ser apresentada, "sua graça?". Não, não sou esquizofrénica mas, há sempre um eu desconhecido. Frases filosoficas que esclarecem sempre muita coisa...(ironia) É importante esclarecer alguma coisa? Não, acho que não, apenas falar sobre o assunto para esmiuçar mais a questãao mas não tenho o intuito de chegar a lado nenhum.
Como ficar estupidamente culto em apenas 10 minutos, Nuno Amaral Jerónimo e José Carlos Alexandre
Bem, porque a vida de avestruz tem de ser baseada na diversão séria de momentos de reflexão sobre coisas reflectidas humoristicamente por outrem.
Bijutaria, Elvira López del Prado Rivas
Sou prof de EVT, adoro trabalhos manuais e é um refugio para ter tempo de voltar a pensar nos problemas enquanto produzo alguma coisinha, sem estar a assobiar. Acto clichet de quem está a disfarçar, no meu caso que faz alguma coisa para me refugiar no meu eufemístico "lado lunar".

Do pouco que li, partilho algumas frases que cumpriram o objectivo de disfarce de avestruz:
- (os autores do segundo livro) debruçam-se sobre disciplinas como a História ou a Literatura e corrompem o seu objecto de estudo, truncando conceitos e fornecendo informações erradas. Isto é, evidentemente, uma boa ideia, mas já existia antes de ter sido inventada por eles. Chama-se "ensino secundário."
- (ainda sobre o segundo livro) Hoje oferecem-se simbolicamente histórias de Paulo Coelho, panfletos de Chomsky ou livros de cultura geral. Outros saudosistas, no entanto, preferem escolher literatura.
- (ultima do segundo livro) A Bovary é o D.Quixote fenótipo feminino. Leu tantos livros que pirou. Tanto romance na carola deu-lhe para pensar que os homens eram mesmo românticos, gentis e amorosos. Coitadinha.
- (quanto ao primeiro livro, uma frase que normalmente não se lê, passa-se os olhos e diz-se de cor. Todos sabemos que "olhos que não vêm, coração que não sente". Ironia para quem sita Antoine De Saint-Exupéry,no O Principezinho.) É com o coração que vemos claramente: o que é essencial é invisivel aos nossos olhos. (sim, eu sei que ia citar uma frase do primeiro livro e acabei por citar uma de outro livro, mas que culpa tenho eu que venha referenciada no livro que comprei e ao desfolha-lo dei de caras com ela. Ainda não comecei a lê-lo, mas pode ser que desvende o misterioso significado de inteligência emocional. sou céptica quanto ao assunto, acredito inclusivé que não existe. Não sou céptica em relação a nada ("nada" é ser radical mas estou a ser generalista), sobre este assunto "ceptifiquei-me". É o que acontece quando esbarramos na frase, "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". Pode ser que quem fez abracadabra ao meu não cépticismo me retire este maldito encantamento.

('Tou cheia de gente que presta e não me ajuda em nada" acabei de ouvir esta frase na novela enquanto escrevo isto. achei que dava um belo parêntesis)

Ah quanto à ultima frase que destaquei, vem no seguimento do título "Para que servem as emoções?". Se alguém quiser esmiuçar o assunto (alguem refiro-me ao meu profundo ego interior que lê este blog...) (por falar em ego, hoje sinto-me especialmente inspirada) esteja à vontade. Até lá, vou lendo o livro.









domenica, ottobre 11, 2009

Autárquicas 2009

Hoje desesperadamente ainda pensei numa bandeira preta à janela.
Afinal não foi necessário. No entanto gostava de saber o que é feito da memória a longo prazo dos eleitores de Almada...

martedì, ottobre 06, 2009

domenica, settembre 20, 2009

Procópio 6.9.09

No ano da morte de João Vieira por muitos desconhecido, ouso fazer frente a José Saramago e ao livro "No ano da morte de Ricardo Reis" até nós poderiamos dizer estas palavras em noites meio romantico-boémias como esta, afinal "a vida não tem nenhum sentido objectivo excepto o que cada um escolhe para impor a si próprio" ou impróprio, são locais dos quais não quero que me cerciem, fazem parte de Lisboa que faz parte der mim para ti, de ti para nós, que daqui a 20 anos, maduros e bem sucedidos, estaremos aqui. É semppre o nosso presente, onde normalmente a cabeça paira ali, ou acolá, termo intermédio que define o aqui e o agora.

Mais uma noite de texto partilhado
de seus nomes artísticos:
Kiki e Micaela

sabato, settembre 05, 2009

Morreu João Vieira

Morreu João Vieira..que lhe seja feita homenagem.
A biografia dele, está escrita entre muitas linhas fidedignas que enchem algumas poucas páginas da net. Na minha estante, as imagens dos seus quadros reproduzem-se em algumas páginas de livros. Na minha vida, entrou como um professor hiper elogiado pela minha mãe, em tempos sua aluna na Sociedade de Belas Artes. Foi uma inspiração na sua vida que várias repercurções teve na minha indirectamente. Fez há pouco tempo o cartaz do festival de teatro de Almada, nada de especial para ele enquanto artista, imagino, para mim, foi uma agradável surpresa quando me cruzava diariamente com aquele cartaz porque percebi que ainda há qualidade nos cartazes e que não estão todos entregues à grande massa de empresas gráficas, todas diferentes e todas iguais.
Não tenho muito mais a dizer, não o conheci, não vi os seus famosos desfiles, ainda nem visitei a catedral que tem uns vitrais lindíssimos por ele criados (pelo que mostram as fotografias). Irreverente com uma vida fantástica e produtiva, para mim, o ultimo da linhagem que começou no século passado ou há dois séculos quando todos os artistas da época se sentavam nas tertúlias do café Brasileira.
Fico indignada com a leviandade como o assunto "não foi" abordado na televisão, em nenhum telejornal. A minha mãe chorou quase como se de um familiar se tratasse. Nenhum telejornal chorou com ela, apenas a RTP 2 lhe deu o abalo da notícia e o lenço de uma homenagem bem prestada. Televisão pública ou privada, se de cantor pimba se tratasse, seria conversa para a próxima semana inteira.
Arte? Artistas?Cultura? O que é isso quando se quer construir um TGV em Portugal?
Tanto hipocrisia, tanta pessoa "poucochinha" (como diria a minha mãe), tanta falta de tudo..
Bem haja João Vieira.

lunedì, luglio 27, 2009

by Socrates

"1 milhão de computadores. Isto é obra!"

giovedì, maggio 07, 2009

lunedì, maggio 04, 2009

escrita alternativa

O sistema montanhoso é hoje motivo de conversa sem sentido algum ou talvez até os anões sobessem que a eloquência, simples e singela, consegue por todos e vir parar a este bar onde ele saltou, caiu e se enrolou com ela pela sala "a dentro",assombrando o ensombramento ensombrado, do espanto provocado pelo acontecimento ocorrido...eu não digo o que ocorreu...ora essa, ou ega, gaga gágá,cuacua, a malta enlouqueceu e assim lambeu as bolas refrescantes e com sabor...já provei...chamei-lhe bilhetes de ida á casa de banho. A vontade apertava e a sensação despertava o calor frio do amnhacer orevalhado,
Até vou mudar de linha...voltemos ao sistema a três
, a conta que deus fez e põe no tuperware, recipiente que se destinba a reservar a reserva...estamos reservados? Então e a cama três? Um, dois, três e lá foram eles outra vez dentro e fora, em euforia, espalhando a sua alegria, resplandescia secretamente durante a torrida...ai...não sei se percebi. Vai colher amendoas para juntar colororir e montar sem nunca se distrair ou confundir, lá foram eles em sintonia a vida curtir, como a musica sempre a subir para cima, pleonasmo...portanto tenho de dizer Carlos! AHAHAH o homem sempre ausente mas sempre presente, fantasia de qualquer mulher,num finalmuito...feliz!!


(Paty, Salu, Nuno)

venerdì, gennaio 30, 2009

AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

Let me hold youFor the last timeIt's the last chance to feel againBut you broke meNow I can't feel anythingWhen I love you,It's so untrueI can't even convince myselfWhen I'm speaking,It's the voice of someone elseOh it tears me upI try to hold on, but it hurts too muchI try to forgive, but it's not enough to make it all okayYou can't play on broken stringsYou can't feel anything that your heart don't want to feelI can't tell you something that ain't realOh the truth hurtsAnd lies worseHow can I give anymoreWhen I love you a little less than beforeOh what are we doingWe are turning into dustPlaying house in the ruins of usRunning back through the fireWhen there's nothing left to saveIt's like chasing the very last train when it's too lateOh it tears me upI try to hold on, but it hurts too muchI try to forgive, but it's not enough to make it all okayYou can't play on broken stringsYou can't feel anything that your heart don't want to feelI can't tell something that ain't realWell the truth hurts,And lies worseHow can I give anymoreWhen I love you a little less than beforeBut we're running through the fireWhen there's nothing left to saveIt's like chasing the very last trainWhen we both know it's too late (too late)You can't play on broken stringsYou can't feel anything that your heart don't want to feelI cant tell you something that ain't realWell truth hurts,And lies worseHow can I give anymoreWhen I love you a little less than beforeLet me hold you for the last timeIt's the last chance to feel again

mercoledì, gennaio 21, 2009

"Anda cinza o tempo, tanto que parece sublinhar o perfume dos dias e assim me enterrar, de copo na mão, num sofá virado para o horizonte azul do rio em disposição de absoluto blue. Que cor escolher para o cansaço?"

(autor desconhecido)

E para a inquietação?

lunedì, dicembre 29, 2008

era uma vez...

As coisas hilariantes que passam de relance pelos nossos ouvidos lá na escola, fazem-nos abrir a boca de espanto no momento para nos fazerem rir quando nos lembramos delas.

"- Professor, a faca não empurra..
- Claro que não, a faca serve para cortar...vá, vai la sentar-te."

nonsense

Agora, se eu conseguisse descrever a cara do miúdo quando se foi sentar, um misto de cara de pingo, tipo BD manga com um ar pensativo a esquematizar mentalmente as diferentes utilidades da faca, a historia além de nonsense, tinha piada.
Assim, foi só uma private joke.

sabato, dicembre 13, 2008

dissertações

(olhando para o post anterior...)
A outra face da lua ou talvez a minha visão tridimensional do mundo lançou-me para a escultura neste dia em que todos os gatos são pretos e os uivos não assustam de tão frequentes que se tornaram. Agora a sério, anda uma pessoa a tirar um curso para isto.. Para ser feliz, claro! Em que pensaram?
Designer de coração, professora de profissão, esta bruxa marcou o início do meu novo ano lectivo. Este, diferente de todos os que para trás ficaram, marca a minha junção ao Gang dos "maus". Que estranho, que bizarro pensar que podem recair ódios, respeitabilidade ou admiração sobre mim em segundos, desvanecerem-se nos segundos seguintes, e com isto cair no verdadeiro eu adulto. O prazer de fazer esta bruxa de Halloween, de a trazer para o mundo de fantasia dos alunos daquela escola, encheu-me de força para continuar a carregar o fardo da aprendizagem deste novo desafio. Não está a ser fácil, ninguém me disse que seria.. Sem ilusões, mais do que feliz, sinto-me "Grande", "Grande" no sentido daquela famosa frase que nos caracteriza como pessoas pequenas quando sonhamos na pessoa que seremos quando formos "Grandes", seja este grande associado ao número de centimetros que nos marca a altura do BI, o número de anos que passam do nosso nascimento ou a própria evolução mental. Finalmente sinto-me "Grande" do alto do meu metro e setenta e quatro, que já atingi desde os 16 anos, creio...Mas pensando em mim como pessoa "Grande", houve um pensamento que rapidamente me fez baixar uns "centimetros": Tenho a cabeça repleta de sonhos, de objectivos e muitos deles ainda fazem parte da frase "um dia quando for grande gostava de ...". E quando já se é "Grande"? Nessa altura, os sonhos passam a ser nuvens de algodão em fila de espera. A nossa nova capacidade de acção e de organização faz com que quase possamos prever se tais sonhos são utópicos ou se são concretizaveis e quase que os organizamos - dos possíveis imediatos para os impossíveis platónicos. No fundo, a diferença dos sonhos das pessoas "Pequenas" para os sonhos das pessoas "Grandes" é que o céu nublado de sonhos transformar-se num risco de avião no céu da nossa imaginação.

giovedì, ottobre 30, 2008

venerdì, ottobre 24, 2008

um trago de um bom vinho

Um poema com 23 anos que tal como o vinho vai ganhando corpo com os anos.
De vez em quando, dá-se mais um golinho e o sabor é um requinte para quem o lê.
Quando ironicamente me disseste "deixa-me rir" e as gargalhadas mutuas foram genuinas, sabiamos que a seguir ao alcool vinha a musica. lá começamos nós no "deixa-me rir", passando pela "terra dos sonhos" arriscando o "jeremias" e com quase todo o reportório na ponta da lingua, fizemos que a noite se rendesse a nossa felicidade. Contagiamos quem estava por perto, arrancamos palavras com sentido das bocas bem bebidas e fixamos, perto daquele carro, linhas rectas de passos tortos que vinham ao encontro do entusiamo que nos atordoa - a canção de Lisboa.
(para ti Kiki)

Deixa-me rir
Essa história não é tua
Falas da festa, do Sol e do prazer
Mas nunca aceitaste o convite
Tens medo de te dar
E não é teu o que queres vender, não

Deixa-me rir
Tu nunca lambeste uma lágrima
Desconheces os cambiantes do seu sabor
Nunca seguiste a sua pista
Do regaço à nascente
Não me venhas falar de amor

Pois é , pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Deixa-me rir
Tu nunca auscultaste esse engenho
De que que falas com tanto apreço
Esse curioso alambique
Onde são destilados
Noite e dia o choro e o riso

Deixa-me rir
Ou então deixa-me entrar em ti
Ser o teu mestre só por um instante
Iluminar o teu refúgio
Aquecer-te essas mãos
Rasgar-te a máscara sufocante

Pois é, pois é
Há quem viva escondido a vida inteira
Domingo sabe de cor
O que vai dizer Segunda-Feira

Jorge Palma

lunedì, settembre 08, 2008

poeta da luz

Onde está o poeta da luz?
Onde está o desenhador sem lápis?
Onde moram as novas obras?
Perdeu-se?
Encontrou-se?
Ou já não pinta a luminescência dos seus dias?
Aqui nunca mais ninguém o viu…
Foi-se o poeta, ficou a obra.
Obra cabal a que deixou.
Ouvi dizer que está vivo..em terras brancas, longínquas..mas não sei se a sua maquina do tempo, que o tornava tão único, ainda o acompanha…
Dias parados talvez; Cepticismo no antigo dogma? Desacreditação no guru? Ou será apenas esquecimento daquela que era a sua arte?
Não sei.
Mas ainda há sombras a serem captadas pelo seu olhar...
Haverá?
Ninguém sabe. Aqui, neste pedaço de mundo virtual, há meses que não o encontram. Mas neste crime de abandono à arte, só há uma certeza que facilita as buscas:
A alma de poeta, ele nunca perdeu.